Para Aldenice Matos, de 11 anos, aluna da Escola
Municipal Orlando Marques, a oficina foi positiva.
'Achei ótimo esse projeto porque pintamos as bolsas,
fizemos brincadeiras, aprendi que não se pode
desmatar a floresta e que temos que cuidar dos
peixes e cuidar da nossa Amazônia', disse a menina.
Já Aline Pantoja, de 7 anos, menciona que vai falar
para as outras crianças sobre a importância da
preservação ambiental. 'Irei dizer para as crianças
da minha escola que não se pode poluir e nem cortar
as árvores. É preciso preservar a água e não jogar
lixo no rio de Inhangapi, porque, com a enchente na
cidade, percebemos que ele estava cheio de lixo',
disse Aline.
O coordenador da NOOLHAR, Marcos Wilson, destaca que
muito se fala sobre o meio ambiente e a destruição
(enchentes, secas, mudanças climáticas,
desmatamento, queimadas, poluição, biopirataria etc)
causada pela cobiça do homem e por suas
necessidades. Porém, segundo ele, para que isso seja
amenizado, é preciso que haja uma grande
contribuição da sociedade civil em parceria com
ONGs, entidades, redes de juventude, movimentos,
associações e o poder público.
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Com novas iniciativas e cooperação com os movimentos
sociais, alguns projetos têm dado certo e estimulado o
desenvolvimento sustentável na região Amazônica, gerando renda,
inclusive aos pais de família que nela residem. Mas será que o jovem
está mesmo inserido neste contexto? Há jovens lutando pelas causas
ambientais? E o governo, vem estimulando essas práticas ambientais
com os jovens da região que mais sofre com a derrubada das
florestas, criação de gado e grilagem de terras?
Essas e outras perguntas serão respondidas aqui,
nesse espaço, por jovens que atuam nas questões ambientais em Belém
e no Estado do Pará, feitas por voluntários da ONG NOOLHAR.
Veraneio será mote de conscientização
A ONG NOOLHAR já está trabalhando no planejamento do
mês de mobilização da juventude pelo meio ambiente, que ocorrerá de
1º de julho a 12 de agosto. 'Este mês será dedicado a diversas ações
da juventude em prol do meio ambiente em todo o Brasil. No Pará, a
proposta é que a mobilização seja construída por diversos movimentos
de juventude, de forma integrada, e assim possamos somar forças e
unir a juventude por uma causa comum: a defesa de nosso planeta',
explicou Marcos Wilson, coordenador da NOOLHAR.
Serão realizadas campanhas educativas, rodas de
diálogo, entre outras ações, com foco principalmente nas praias,
devido às férias escolares de julho. 'Vamos aproveitar o veraneio,
que movimenta a população, e principalmente os jovens nos
balneários, para alertar sobre o cuidado com nossos bens naturais e
instigar reflexões sobre as contribuições de cada um para a crise
ambiental.
Coletivo jovem faz com que as informações circulem mais
O Coletivo Jovem de Meio Ambiente (CJ) foi criado em
2003, durante a Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio
Ambiente, realizada pelo Ministério do Meio Ambiente e pelo
Ministério da Educação (MEC). Os coletivos jovens permanecem em
atividade até hoje, atuando em projetos relacionados com a temática
socioambiental. Atualmente participam do Programa do MEC Vamos
Cuidar do Brasil com as Escolas (Com Vida), fazem parte das COEs
(Comissões Organizadoras Estaduais), são responsáveis por organizar
a Conferência Infanto-Juvenil nos seus Estados, além de realizarem
ações próprias de mobilização e articulação da Rede da Juventude
pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rejuma), da qual em muitos
locais são os principais representantes, possuindo uma ação vasta em
todo o território nacional.
Segundo a Coordenadora do Coletivo Jovem do Pará,
Ana Carla Franco, de 27 anos, o funcionamento do CJ no Estado 'está
baseado em sistema de redes locais para articular pessoas e
organizações. O objetivo do CJ é fazer circular informações de forma
ágil, pensar criticamente o mundo a partir da sustentabilidade,
planejar e desenvolver ações e projetos, produzir e disseminar
propostas que apontem para sociedades mais justas e equitativas',
disse a coordenadora.
A III Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio
Ambiente foi realizada com atividades durante todo o ano de 2008 e
culminância em abril deste ano. Durante o evento foram realizadas
ações de formação, orientação às escolas, alunos, professores e
gestores, além de somar com a metodologia e programação da I
Conferência Estadual. As conferências escolares destinam-se a
organizar momentos para debates sobre a temática ambiental, com
seleção de responsabilidades a serem assumidas pela escola, bem como
seu representante para defesa e socialização dos trabalhos.
Além da conferência, o CJ trabalhou na construção da
Com-Vida (Comissão de Meio Ambiente e Qualidade de Vida na Escola),
que objetiva a construção da Agenda 21 Escolar, sendo necessário
seguir viagem ao interior do Estado para esta atividade. 'Por meio
das comissões, podemos realizar o acompanhamento das escolas que
realizaram conferência e contribuir para melhoria do ambiente
escolar, fortalecendo as ações dos jovens estudantes como
protagonistas deste processo. Dessa forma, contribui-se para
construção de um dia a dia saudável, boas relações de convivência,
além de fomentar a participação democrática de toda a comunidade
escolar',
Dicas ecológicas
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Feche o chuveiro
enquanto se ensaboa; assim você ira diminuir o desperdício de
água.
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Evite deixar a
torneira aberta enquanto estiver escovando os dentes, pois você
gasta em média 12 litros de água. Então, o melhor é primeiro
escovar e depois abrir a torneira.
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Não compre
produtos piratas (CDs, DVDs e etc.); dê sempre preferência aos
originais.Os piratas além de estragar aparelhos causam alguns
impactos negativos na sociedade.
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Pense duas vezes
antes de trocar de celular. Se você realmente precisar trocar,
direcione o seu aparelho antigo para postos de coleta nas
devidas operadoras.
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