ONG alegra crianças doentes

Atividades relativas à Páscoa e à consciência ambiental foram desenvolvidas no Barros Barreto pela Noolhar

Crianças internadas no Hospital Barros Barreto tiveram uma manhã alegre esta semana com atividades em comemoração à Páscoa. A ONG Noolhar participou, em parceria com o Pátio Shopping Belém e os voluntários internos do Barros Barreto, de diversas atividades de entretenimento para as crianças internadas no hospital.

A diversão começou na Brinquedoteca do hospital, onde as crianças ouviram historinhas de Páscoa e de lendas amazônicas. Depois, foram a uma Caça ao Tesouro. Com a ajuda do personagem "Saci", as crianças percorreram o "bosquinho" do hospital seguindo pistas para achar o tesouro, que era uma caixa de chocolate. Ao final da brincadeira, todo o chocolate foi distribuído entre a criançada.

Em clima de Páscoa, os voluntários da ONG Noolhar promoveram a oficina de pintura facial, na qual os pequenos puderam se transformar em coelho por um dia. "Achei um trabalho fantástico o desenvolvido pela Noolhar. Tem tudo a ver com a nossa proposta do hospital. A Noolhar tem tudo para agregar o nosso trabalho de levar mais educação ambiental para nossas crianças. Pretendemos fazer outras atividades com a ONG", diz Nathália Araújo, terapeuta ocupacional da ala pediátrica do Barros Barreto e integrante do projeto Visão do Outro Lado.

O projeto foi idealizado em 2001 pelos funcionários do hospital e pretende oferecer para as crianças que ficam internadas por muito tempo na instituição, algumas atividades lúdicas e diversas brincadeiras. "Achávamos que faltava alguma coisa para as crianças. Percebíamos que elas ficavam muito presas dentro dos quartos internadas. Pelos tipos das doenças, as crianças ficam tempo demais dentro do hospital e a maioria é do interior do Estado", conta Cláudia Costa, coordenadora do projeto. "Buscamos dar uma outra visão, mostrar que o hospital tem um outro lado, dando oportunidade para ele (enfermo) brincar", diz.

A Noolhar deseja a todos leitores uma Páscoa de renovação e esperança de dias melhores, lembrando sempre que somos amazônicos e temos uma responsabilidade grande de estar e viver aqui.

Trabalho tenta aliviar o sofrimento dos meninos e meninas

"Não trabalhamos apenas as questões ambientais. Tentamos aliviar um pouco o sofrimento destes pais que ficam dentro dos hospitais vendo seus filhos doentes. É um compromisso maior da Noolhar quando percebemos que temos um papel importante na vida destas pessoas", reflete Patrícia Gonçalves, coordenadora da ONG. Ela acredita que mesmo com todas as atividades oferecidas "o trabalho é pequeno para estes pais, que na verdade são grandes guerreiros por estar acompanhando seus filhos doentes". A Noolhar participa de outras atividades sociais como estas, a exemplo, do hospital universitário Bettina Ferro e em algumas comunidades, como no bairro da Terra Firme.

Preservação do meio ambiente é ensinada

As atividades no Hospital Barros Barreto são realizadas mensalmente e o tema é escolhido de acordo com a data festiva mais importante do mês. Um dos objetivos do projeto é proporcionar a vivência das datas comemorativas para que não passem despercebidas. De acordo com Patrícia, o trabalho realizado evidencia a preservação da natureza com o reaproveitamento de materiais que seriam lixo, mas que a Noolhar apresenta uma nova proposta para reutilizá-los e, assim, colaborar com o meio ambiente ensinado aos pequenos a ter consciência ambiental. Como a maioria das crianças internadas é do interior do Estado e tem contato maior com a natureza, atividades lúdicas de conscientização para a preservação da natureza e do meio ambiente foram realizadas pela ONG.

"O melhor de tudo isso é você ver o sorriso e a alegria no rostinho da criança. Depois de tanto tempo dentro de um quarto doente, parece que ela está em um momento de liberdade, se divertindo e brincando com os vários voluntários. Isso que é o mais gratificante", comenta Patrícia. A maioria das pessoas envolvidas no trabalho é formada por voluntários que atuam dentro do Barros Barreto e na ONG Noolhar.

Fonte: ORM

 
 
© Copyright - Noolhar
Todos os direitos reservados