ONG que faz parte do projeto em
defesa da zona costeira leva atividades
de educação ambiental aos ribeirinhos de
Belém.

A ONG Noollhar vai até a Ilha Grande
nesta terça-feira, 22, para levar as
suas atividades de educação ambiental
aos ribeirinhos de Belém. A ação faz
parte do projeto
Força Tarefa
de Proteção da Zona Costeira que conta
com outras 26 instituições parceiras. Na
quarta-feira, 23, as ações chegam na
ilha do Combú.
As crianças participarão de oficinas de
reciclagem promovidas pela Noolhar para
aprender a como reaproveitar materiais.
“Vamos dar orientação e dicas do dia a
dia para transformar o que utilizam na
ilha em produtos para as próprias
crianças, como um porta lápis e sacolas
para ir até as escolas”, diz Patrícia
Gonçalves, coordenadora da ONG. As
atividades acontecem de 8h às 15h nas
escolas municipais da ilha e pretendem
atender cerca de 80 crianças em cada
ilha.

As outras instituições parceiras do
projeto também levam os seus trabalhos,
como a Universidade Federal do Pará (UFPA)
com o seu teatro, o Batalhão de
Policiamento Ambiental (BPA) com
orientações sobre pesca predatória e
cuidados aos animais nativos das ilhas e
o circuito “Tela Verde” que exibe
filmes ligados a questões
ambientais,Museu Emílio Goeldi (MEG) com
o programa Natureza,
Programa de Orientação e Proteção do
Consumidor-PROCON

“Primeiro
estamos fazendo essas ilhas como
experiências e queremos ir para outras
ilhas, mas vamos avaliar, porque a
logística é muito grande”, comenta o
procurador chefe substituto da Advocacia
Geral da União no Pará, Denis Moreira.
Ele também faz parte do projeto Força
Tarefa e conta que para realizar as
atividades nessas ilhas, serão
utilizados três barcos e uma grande
equipe de profissionais. “Não é um
trabalho simples”, ressalta.
Os ribeirinhos vão contar também com um
ponto para fazer denúncias sobre
ocupações e pesca ilegal, tráfico de
animais e até depósitos de lixo
clandestinos que são criados nas ilhas.

A falta da coleta do lixo é um dos
problemas enfrentado pelos ribeirinhos
Há cerca de um ano, a ONG Noolhar
realizou os mesmos trabalhos nas ilhas
em parceria com a Delegacia do Meio
Ambiente (DEMA) e segundo a
coordenadora, Patrícia, o maior problema
enfrentado pelos ribeirinhos é a coleta
de lixo. “Não existe. Não tem em Belém e
imagina nas ilhas”, comentou sobre a
coleta de materiais recicláveis.
Para ela, o que dificulta o trabalho de
coleta seletiva de lixo nas ilhas de
Belém é o difícil acesso. “São
comunidades isoladas. É muito difícil
chegar alguma coisa até eles, da
informação até um projeto de fato”, diz.
Uma alternativa apresentada pela ONG é a
união da comunidade que vive nestas
localidades para transformar o lixo em
renda. “Mas ainda há a dificuldade de
transporte”, ressalta.
Em um simples passeio pelos ramais das
ilhas vizinhas de Belém, Patrícia
descreve o abandono em relação ao lixo.
“Muito do nosso lixo vai para eles. É
incrível a quantidade de garrafas PET e
sacos plásticos que aparecem nas raízes
das arvores quando a maré seca”,
descreve. Outro ponto crítico apontado
pela ambientalista é o depósito ilegal
do lixo em clareiras no meio das ilhas.
“São pequenas áreas abertas nas ilhas
que viram lixões”, diz. O ambiente vira
propício para a proliferação de doenças
e a contaminação do meio ambiente e
sobretudo os recursos hídricos. . E vale
lembrar que somente 0,3% do total de
água no Planeta esta disponível para
consumo humano alerta Patrícia.
Por isso, este ano, além da ONG, os
outros órgãos parceiros devem reforçar
as ações de educação ambiental com as
crianças e os adolescentes ribeirinhos
nas ilhas. A DEMA, por exemplo, de
acordo comMaria Gertrudez, chefe da
divisão de educação ambiental da
delegacia, levará a cartilha 'Nota 10'
para as crianças aprenderem sobre a
preservação da natureza desenhando e
pintando. Maria afirma que é necessário
trabalhar de forma lúdica com a
população, "assim aprendem sobre a
poluição, a decomposição dos materiais e
sobre a importância dos rios na região",
garante
Ribeirinhos vão receber autorização de
uso de terras
A Secretaria
de Patrimônio da União (SPU) vai
entregar 86 autorizações de uso de terra
para ribeirinhos das duas ilhas. A
autorização de uso não é um título de
propriedade, mas “Eles (ribeirinhos)
passam a ter autorização para usar os
recursos naturais que estão no terreno
onde moram”, explica o procurador
Denis Moreira. Ele ressalta que a
ilha pertence
a União, mas como os ribeirinhos vivem
nestas terras, a União autoriza o uso
dela. “Ficam regulares para ninguém
chegar lá dizendo que é dono das
terras”, comenta Moreira.
Força
Tarefa de Proteção da Zona Costeira
O Projeto Força Tarefa consiste na
mobilização multinstitucional de órgãos
públicos federais, estaduais e
municipais que visam a proteção da zona
costeira dos municípios de Bragança,
Maracanã, Marapanim e Salinópolis,
sobretudo de ecossistemas típicos como
manguezais, dunas, restingas, falésias,
praias e estuários. Desde 2007, a FTPZC
tem dois focos: a ação preventiva e ação
repressiva, onde se busca a
conscientização ambiental e a
fiscalização para se evitar ilícitos e
crimes ambientais, tais como a ocupação
desordenada de espaços públicos, a
degradação e poluição ao meio ambiente.E
para saber mais sobre a força tarefa
entre no link da FTPZC no site da
NOOLHAR
www.noolhar.org.br
você também pode contribuir
Guarde o
lixo com você até encontrar um local
adequado.Não jogue nos rios e ruas
Seja um
morador Pai d´`égua de Belém : forme com
amigos um grupo para propor projetos de
redução de energia,lixo,água em sua
rua,trabalho ,escola e claro nas ilhas.
Fonte Jornal Amazônia