ONG Noolhar participa de projeto que une musica e meio ambiente

Objetivo é conscientizar jovens que participam de evento musical a preservar o meio ambiente

 A ONG Noolhar foi convidada para participar neste final de semana, do projeto Conexão Vivo, onde um palco montado no Píer das Onze Janelas recebeu 24 diferentes atrações em 16 shows gratuitos desde sexta-feira, 11. Além de muita musica, os participantes do evento não deixaram de colaborar com o meio ambiente e tiveram uma aula de responsabilidade ambiental com a ONG Noolhar e a Associação dos Recicladores das Águas Lindas, que estão recolhendo todo o material descartado durante os três dias do festival, como garrafas de água e latas de refrigerante.

Ao todo, cinco catadores da Associação, que trabalha em projetos da ONG Noolhar, participam do Conexão Vivo também vendendo o “Selo Amigo do Catador”, um projeto criado  que tem como objetivo arrecadar verbas para adquirir ferramentas de trabalho para os recicladores.

Para fácil identificação e um trabalho mais dinâmico, os catadores percorrem toda a área do Píer das Onze Janelas com display nas costas para serem identificados e ao mesmo tempo divulgar a coleta dos materiais recicláveis. “O evento não terá lixeiras comuns e sim bags, que são sacos grandes onde os catadores vão percorrer todo o espaço do show recolhendo latinhas e outros materiais recicláveis”, diz Patrícia Gonçalves, coordenadora da ONG Noolhar.

Ela ressalta que este trabalho é mais dinâmico e o catador tem uma aproximação maior com as pessoas, que acaba vendo de perto o trabalho de coleta seletiva. “Não é um trabalho fácil. Nestes tipos de evento alguns acham chato em pontuar o meio ambiente, mas isso vem mudando. Hoje os jovens estão mais antenados. A mistura arte, cultura e meio ambiente está forte atualmente”, ressalta Patrícia. A coleta de baterias de celular também será feita.

 Arte, Cultura e Meio Ambiente, juntos 

A partir do festival Se Rasgum, em novembro do ano passado, a ONG Noolhar começou a trabalhar as questões ambientais em eventos musicais. “Este é um local novo para debater o meio ambiente. Alguns pensam que o jovem não vai assimilar por ser um evento cultural, que vai apenas para assistir ao show, mas vemos diferente. Hoje em dia o jovem pede e se preocupa em discutir temas voltados a preservação do meio ambiente”, garante Patrícia.

Os camarins dos artistas serão decorados com objetos ecologicamente corretos, como puffs e luminárias. “Para apresentar os projetos da Noolhar e mostrar o que fazemos em defesa do meio ambiente aqui em Belém e no Pará”, comenta Patrícia. Para Maristela Fonseca, representante de desenvolvimento cultural da VIVO, os trabalhos em parceria com a ONG Noolhar não essenciais. “Além de estar fazendo um trabalho de utilidade pública extremamente importante, tentamos através destas ações, pensar e mudar os valores de consumo que temos”, diz.

Para ela, o trabalho na defesa do meio ambiente deve ser coletivo, e aproveitar a grande aglomeração de pessoas durante um festival musical é o ideal para se conseguir bons resultados. “A medida que fazemos este trabalho de coleta seletiva e reutilização de materiais, é uma forma de mostrarmos para a sociedade a importância da participação de todos. Individualmente e coletivamente, é importante que tenhamos atitudes mais concreta para a defesa do meio ambiente”, afirma.

O lixo que gera renda

 “Lixo não é mais lixo. Lixo é matéria prima reciclável”, ressalta Marcelo Rocha, presidente da Associação dos Recicladores das Águas Lindas. Ele conta que seu principal objetivo é motivar os participantes do evento a fazerem a coleta seletiva do lixo. “Queremos que todos tenham a oportunidade de fazer a coleta seletiva do lixo. Espero que as pessoas não joguem o lixo no chão durante o festival e destinem seu material para reciclagem”, diz.

Mesmo com o trabalho de coleta, Marcelo conta que prefere que o lixo não seja gerado, e que cada pessoa tenha a consciência de guardar e reciclar, dando o destino adequado para o material que seria descartado. “Não queremos nem que a sociedade gere o lixo. Queremos mais é fazer um trabalho educativo e formar agentes multiplicadores”, diz. Para o reciclador, hoje o cidadão está mais consciente na defesa do meio ambiente. “Nosso trabalho também é de desenvolver a consciência da sociedade”, finaliza.

Todo o material recolhido será transformado em renda para os catadores. Eles vão vender e lucrar, gerando renda para as suas famílias.

 

Fonte: ASCOM-NOOLHAR Open Comunicação.

 
 
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