Dois barulhentos geradores a diesel que
funcionavam desde 1981 no Parque
Nacional de Anavilhanas, no Amazonas,
foram aposentados nesta semana. Eles
foram substituídos por doze placas
solares de menos de um metro quadrado,
que darão conta de alimentar luzes para
14 cômodos, duas TVs com DVD e dois
refrigeradores.
A instalação da nova fonte de energia
não foi barata. Segundo Hueliton
Ferreira, analista ambiental de
Anavilhanas, todo o projeto custou R$ 30
mil. Ao longo do tempo, contudo, a
economia pode compensar. As duas bases
flutuantes que receberam a nova
tecnologia gastavam 3 mil litros de óleo
diesel por ano gerar energia elétrica.
Considerando o preço local do
combustível, de cerca de R$ 2,50, a
energia solar pode gerar economia de R$
7.500 anuais, compensando o investimento
em quatro anos.
Ferreira calcula que, quando o tempo está aberto, todas as baterias do sistema possam ser carregadas em apenas um dia. Com tempo nublado, a carga é mais lenta. “Sem alimentação, as baterias duram uns quatro dias, usando todos os equipamentos da base”, informa. Graças a conversores, a energia gerada é de 110 volts, não sendo necessária nenhuma adaptação aos aparelhos eletrônicos.

