
ONG Noolhar
recebe da população garrafas PET e
papéis. Material é doado para
Associação de Catadores que gera
renda às suas famílias.
Duas
toneladas de materiais recicláveis como
papel e garrafas PET foram doados pela
ONG Noolhar para catadores que trabalham
com a coleta seletiva do lixo. O espaço
da Organização situado na travessa
Riachuelo, no centro comercial de Belém,
se transformou em um grande Ponto de
Entrega Voluntária (PEV) depois de
diversas ações em educação ambiental
realizadas pela Noolhar.
“Todos os materiais doados, fazemos uma
seleção do que é aproveitável. Capas
para puff’s e o óleo de cozinha para
produzir os sabões, por exemplo. O que
não dá para aproveitar entregamos para
as cooperativas e associações, que
vendem e geram renda para as suas
famílias”, diz Marcos Wilson, presidente
da Noolhar.
Ele conta que a grande quantidade de
matérias recolhidos, é mérito da
população. “É um trabalho de
formiguinha. É grande a quantidade de
pessoas que deixam o seu material
reciclável aqui na Noolhar. Quando chega
em um ponto máximo de armazenamento, nós
doamos”, diz. Marcos observa que o
numero de doações de materiais
recicláveis feito pela população de
Belém, tem aumentado consideravelmente
em relação ao ano passado. “O volume de
doações está cada vez maior. A entrega
voluntária está aumentando. Com isso, o
tempo de coleta reduziu. No ano passado
ficávamos até noventa dias para juntar
esse volume (duas toneladas). Agora
tivemos essa quantidade em apenas um
mês”, ressalta.
Além da sociedade estar mais consciente
sobre a reciclagem, segundo Marcos,
órgãos públicos e empresas também fazem
a sua parte em proteção ao meio ambiente
e doam para a ONG materiais recicláveis
como a Polícia Civil, que entrega para
reciclagem o papel, a Marinha que
entrega o seu óleo de cozinha para ser
transformado em sabão e a Sol
Informática que doa banners que viram
mochilas e bolsas. Outro exemplo foi o
colégio Adventista, que realizou uma
campanha entre seus alunos e conseguiu
arrecadar mil garrafas PET que foram
entregues à Noolhar.

“Estamos nos surpreendendo com as
pessoas. Isso é um reflexo de
conscientização. As pessoas estão
aderindo cada vez mais não deixando o
lixo ir para o lixão do Aurá. Elas estão
destinando o lixo em casa de maneira
correta e levando até a Noolhar. Tudo
chega aqui separado”, afirma. Marcos
relembra que todo este trabalho gera
renda para famílias que vivem da
catação. “Eles (catadores) não tiveram
que ir para o Aurá catar este materiais
de forma desumada para vender. Nós
separamos para eles e entregamos já para
ser vendido. Aos poucos, nós vamos
tirando as pessoas do lixão, de forma
alternativa, e ainda agregando renda”,
finaliza.
A ONG
Noolhar aceita doação de materiais
recicláveis em sua oficina, que fica na
travessa Riachuelo, nº 37, de esquina
com a Padre Eutíquio. Telefone:
3222-2277
Catadores lucram com a coleta
seletiva
O beneficiado pela entrega do material
foi a Associação dos Catadores da Águas
Lindas que recebeu papéis e garrafas
PET. Tudo foi vendido para uma empresa
que compra materiais recicláveis. Apenas
de papel, cerca de 800 kg foram
vendidos. Todo o lucro foi repartido
para 10 pessoas que trabalham
diretamente com a catação e estão
ligadas à Associação.

“Este
é o sustento destas famílias”, afirma
Marcelo Rocha, presidente da Associação.
Ele trabalha há 28 anos com a coleta de
materiais recicláveis. “Nós fazemos um
trabalho para o planeta. A sociedade não
conhece o que pode gerar renda para
famílias carentes”, diz. Esta foi a
segunda doação de materiais recicláveis
que a Associação recebeu da Noolhar.
A
primeira doação foi há um mês no projeto
Conexão VIVO, onde a ONG Noolhar
realizou um trabalho de educação
ambiental e atuou com o apoio dos
catadores para recolher cerca de uma
tonelada de materiais recicláveis
desperdiçado pelo publico do evento,
como as garrafinhas de água e latinhas
de refrigerante.
“Esse
material não é lixo, mas a sociedade
joga no lixo. Todos lucram com a
reciclagem. A coleta seletiva gera
saúde. Nós (catadores) ganhamos
financeiramente, para sustentar nossas
famílias, e a sociedade ganha quando
você descarta corretamente”, enfatiza
Marcelo.
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FONTE -OPEN - Estratégias em
Comunicação Empresarial/NOOLHAR