Plástico oxi-biodegradavel em debate:Fiepa debate solução para sacolas plásticas com sugestões da NOOLHAR

14/10/2009-Fiepa debate solução para as sacolas plásticas
As sacolas plásticas e o longo prazo de sua decomposição são temas que voltaram, nesta última semana, a serem discutidos pelos dirigentes do Sistema FIEPA. Desta vez, o autor do Projeto de Lei das sacolas oxi-biodegradáveis, deputado Márcio Miranda esteve reunido com o setor empresarial para entender as justificativas contrárias ao plástico “oxi”. A reunião contou ainda com a presença do deputado Júnior Hage.

O deputado Márcio Miranda disse que o Projeto de Lei deverá sofrer modificações para atender sugestões da classe empresarial e da Ong No Olhar, “que atentam para questões técnicas quanto ao uso do plástico oxi”. Segundo ele, os técnicos da Ong e dos empresários apontaram críticas ao uso do material, “embora exista um consenso de que é preciso tomar uma medida urgente para diminuir a poluição causada pelas atuais sacolas plásticas utilizadas no comércio paraense.

Os empresários, assim como o autor do projeto de Lei, estão atentos e preocupados para o problema da longa decomposição das sacolas plásticas e, por este motivo, estudam soluções que reduzam os danos ao meio ambiente. Porém, para eles – representados pela FIEPA, Centro das Indústrias do Pará (CIP) e Associação Paraense de Supermercados (ASPAS) – a inclusão de um metal pesado na composição do plástico para a produção do plástico “oxi-biodegradáveis” não seria a melhor saída.

“O processo do plástico oxi-bio passa por duas fases. Na primeira ele tritura o plástico em milhões de pedaços. Na segunda, ele deveria sumir com as partículas, o que não acontece. Na verdade, a sacola se transforma numa espécie de farelo que poderá parar nos córregos, rios, e até mesmo ser introduzida na cadeia alimentar de peixes, pássaros e por fim, dos humanos. Isso é muito perigoso”, avaliou o engenheiro químico, Hilário Costa.

A melhor solução, avalia Costa, seria reutilizar o plástico, reduzindo assim a quantidade do material que é despejado no meio ambiente. Após a explicação do consultor e de escutar os empresários, o deputado Miranda disse que irá retirar o seu projeto da pauta de votação para a reformulação de outro que atenda esta expectativa.

 
 
 
 
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